sexta-feira, 8 de abril de 2022

 

 

 

 


EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO 

COLETIVA (EPC)

O QUE É?

 



Temos como foco principal os EPI’s, devido a especialidade, no entanto, ter conhecimento sobre a importância do Equipamento de Proteção Coletiva - EPC é igualmente importante. 

 

Até porque, EPI’s você também encontra diversos tipos de EPC’s à sua disposição. Por este motivo, no artigo de hoje falaremos sobre esta importante medida de proteção aos trabalhadores, que faz muita diferença para a Segurança do Trabalho. 

 

Conhecer os dispositivos de proteção coletiva permite que você proporcione ambientes mais seguros aos seus colaboradores, visando também a qualidade de vida dentro do ambiente de trabalho. Além disso, você estará fazendo a sua parte como empresário ou profissional da Segurança do Trabalho perante à legislação. 

 

Isso porque fornecer o Equipamento de Proteção Coletiva - EPC necessário em cada situação é uma obrigação do empregador. Portanto, se você deseja ficar por dentro deste assunto, tirar dúvidas e conhecer os tipos de EPC’s existentes no mercado, fique ligado! 

 

Iremos mostrar a você não só o que é o Equipamento de Proteção Coletiva, como também quais os principais tipos existentes;

 

Qual a legislação que você precisa seguir e qual o papel do EPC dentro das Medidas de Controle de Risco. 

 

O que é o Equipamento de Proteção Coletiva - EPC?

 

Equipamento de Proteção Coletiva - EPC é como são chamados todos os equipamentos que servem para a proteção coletiva dos trabalhadores. Esses dispositivos têm como principal intuito melhorar a Segurança do Trabalho dentro de ambientes que oferecem riscos à saúde e segurança física dos trabalhadores. 

 

Além de evitar acidentes de trabalho e possíveis doenças ocupacionais, os equipamentos de proteção coletiva servem para atenuar cada um dos riscos presentes no ambiente. Outra função de alguns modelos de EPC também é sinalizar o perigo ou áreas delimitadas, com o objetivo de diminuir os índices de problemas trabalhistas. 

 

Por que isso é importante? 

 

Segundo o Anuário das Estatísticas dos Acidentes de Trabalho, o Brasil ocupa o 5º lugar no ranking mundial de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais. Situações que poderiam ser muito bem evitadas, se houvessem tido uma maior atenção às medidas de controle de risco (veremos mais sobre elas abaixo). 

 

Isso mostra que ainda temos muito caminho a percorrer e muito trabalho sobre conscientização da importância da utilização correta de EPI’s e EPC’s. Por este motivo é fundamental que o conhecimento sobre Segurança do Trabalho seja passado às equipes de colaboradores. 

 

É dever de todos ter o conhecimento adequado e devidamente atualizado sobre EPI's, sobre Equipamento de Proteção Coletiva (EPC), sobre os riscos presentes no ambiente. Se formos observar o mesmo ranking mas sobre situações de óbito durante o trabalho, as notícias são ainda piores. 

 

Neste ranking, o Brasil ocupa não o 5º, mas o 3º lugar na lista referente ao número de mortes por acidentes do trabalho. Dessa forma, vemos que ainda existe um descaso muito grande quanto às medidas preventivas e de controle de riscos. 

 

Por isso, lembre-se sempre de conversar com a sua equipe e reforçar a importância da Segurança do Trabalho, da atenção durante as atividades e com o uso de EPI’s e EPC’s.

 

Tipos de Equipamento de Proteção Coletiva - EPC

 

Como você deve imaginar, não existe apenas um Equipamento de Proteção Coletiva - EPC, mas vários. Cada um deles possui suas características e peculiaridades que os fazem necessários para determinados tipos de risco. 

 

Por isso, antes de detectar os riscos presentes no ambiente de trabalho, através do PPRA, é importante que você conheça os diferentes tipos de EPC’s disponíveis no mercado. Este conhecimento é primordial para que você entenda como funciona esta medida de controle de risco tão importante nas mais diversas atividades.

 

Dentre os principais tipos de Equipamento de Proteção Coletiva (EPC), podemos citar:

 

Ø Placas de Sinalização (saída, entrada, escadas, etc);

Ø Chuveiro Lava-Olhos;

Ø Sensores de presença;

Ø Cones de Sinalização;

Ø Sistema de Iluminação de Emergência.

Ø Cavaletes;

Ø Fita de Sinalização;

Ø Sistema de Ventilação e Exaustão;

Ø Proteção contra ruídos e vibrações;

Ø Purificador de ar;

Ø Sistema de Alarmes;

Ø Exaustor para tipos de gás e vapores;

Ø Abafadores de máquinas;

Ø Entre muitos outros. 

 

Assim sendo, todo sistema que sirva para proteger mais de uma pessoa ao mesmo tempo dentro do ambiente de trabalho, é chamado de EPC. Equipamentos de Proteção Individual, como o nome já diz, são os chamados EPIs. Como exemplo, podemos citar os capacetes, luvas de proteção, calçados de segurança, entre outros. 

 

Quais normas mencionam o EPC?

 

Os Equipamentos de Proteção Coletiva são mencionados em duas Normas Regulamentadoras importantes: a NR 4 e a NR 9. 

 

A NR 4 faz referência aos Serviços Especializados em Engenharia De Segurança e em Medicina Do Trabalho (SESMT); e a NR 9 tem a ver com o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA). Mas o que isso tem a ver com os EPC’s?

 

Calma, vamos explicar…

 

Segundo o parágrafo 4.12 da NR 4, é dever do SESMT aplicar todos os conhecimentos de engenharia de segurança e de medicina do trabalho a fim de eliminar ou reduzir os riscos presentes no ambiente dos colaboradores. 

 

Quando forem esgotados estes meios, deverá partir do SESMT a necessidade ou não da implementação das demais Medidas de Controle de Risco. Aqui entrará o Equipamento de Proteção Coletiva (EPC) e também os Equipamentos de Proteção Individual. 

 

Além disso, a NR 9, Norma responsável por regulamentar o PPRA, determina que ao serem identificados os riscos, as medidas de controle deverão ser listadas para a atenuação dos mesmos. Dentre essas medidas, estarão os equipamentos de proteção coletiva e individuais. 

 

Segundo o parágrafo 9.3.5.2 da NR 9, o estudo, o desenvolvimento e a implantação das medidas de proteção coletiva deverá obedecer à seguinte hierarquia:

 

Ø Medidas que eliminam ou reduzam a utilização ou a formação de agentes prejudiciais à saúde;

Ø Estratégias que previnam a liberação ou disseminação desses agentes no ambiente de trabalho;

Ø Medidas que reduzam os níveis ou a concentração desses agentes no ambiente de trabalho.

 

Além disso, a implantação de um Equipamento de Proteção Coletiva (EPC) deverá ser acompanhada de treinamento dos colaboradores quanto aos procedimentos que assegurem a sua eficiência. 

 

E quando essas medidas não forem suficientes?

 

De acordo com o item 9.3.5.4 da NR 9, quando houver comprovação da insuficiência da adoção das medidas de proteção coletiva, seja por inviabilidade técnica, estarem em fase de estudo ou implementação, outras medidas protetivas deverão ser tomadas.  

 

São elas: 

 

Ø Medidas de caráter administrativo ou de organização do trabalho;

Ø Utilização de equipamento de proteção individual – EPI.

 

Essas duas outras medidas de proteção deverão ser tomadas seguindo, obrigatoriamente, essa ordem hierárquica que descrevemos acima. Aliás, todas as Medidas de Controle de Risco devem seguir a Hierarquia de Controle de Risco. 

 

Vamos ver um pouco mais sobre isso no capítulo seguinte!

 

Mas antes, assista ao nosso vídeo sobre quando utilizar cada equipamento de proteção!

 

Medidas de Controle de Risco

 

As Medidas de Controle de Risco são as estratégias tomadas pelos empregadores e Técnicos da Segurança do Trabalho para eliminar e atenuar os riscos presentes no ambiente de trabalho. No entanto, essa não é uma tarefa tão simples, tendo em vista a lista extensa de possíveis riscos que podem existir em um local ou atividade. 

 

Para que essas medidas sejam efetuadas de maneira adequada e eficiente, existe uma lógica por trás. Essa lógica é o que chamamos de Hierarquia de Controle (HOC), uma lista de prioridades a serem seguidas para evitar acidentes de trabalho. 

 

É válido ressaltar que hoje em dia, através da internet, podemos ver vários tipos de HOC, mas aqui vamos trazer a você os princípios básicos nos quais as hierarquias são baseadas, certo? Sendo assim, existem três áreas nas quais as Medidas de Controle do Risco poderão ser aplicadas. 

 

São elas:

 

Ø Na origem do contaminante (Fonte, ou seja, o próprio risco);

Ø Ao longo do percurso entre a origem e o trabalhador (Ambiente de trabalho);

Ø No receptor (O próprio trabalhador).

 



Para cada uma destas três fases, poderão ser tomadas as seguintes Medidas de Controle, incluindo o Equipamento de Proteção Coletiva (EPC): 

 

Ø Medidas de Eliminação (Fonte): Essa medida prevê a eliminação da condição perigosa que coloca em risco o trabalhador. Por exemplo, eliminar o manuseio manual de uma ferramenta perigosa por um manuseio mecânico.

 

Ø Medidas de Substituição ou Minimização (Fonte): Substituir o agente de risco perigoso por outro menos agressivo ou, ainda, reduzir a energia do processo (através de força, amperagem, temperatura, etc.)

 

Ø Medidas de Engenharia (Ambiente): Mudança na estrutura do local de trabalho do profissional, de modo a distanciar a condição perigosa dos trabalhadores. Por exemplo: implantação de sistemas de ventilação, enclausuramento, etc.

 

Ø Medidas de Separação (Ambiente): Um exemplo para esta medida é a separação de ciclistas, pedestres e veículos nas vias públicas da cidade. Dessa forma, separa as energias evitando acidentes.

 

Ø Medidas Administrativas (Ambiente e Trabalhador): Aqui entram os treinamentos e ensinamentos para a execução do trabalho. Também está inclusa a sinalização horizontal e vertical, os sinais de advertência e alarmes, além de permissões de acesso, etc.

 

Ø EPI – Equipamento de Proteção Individual: Quando todas as medidas anteriores não forem suficientes para assegurar a saúde e segurança do trabalhador, é dever da empresa o fornecimento de equipamentos de proteção individual para o trabalhador que deve guardar, manusear e cuidar com atenção.

 

Por que a Hierarquia de Controle é dessa forma? 

 

A Hierarquia de Controle não é organizada dessa forma de maneira aleatória. Ela se dá de acordo com uma ordem de controle dos riscos, que deverá ir desde a Eliminação completa do agente, até a proteção do impacto do risco no trabalhador (ou seja, quando o risco não foi controlado suficientemente).

 

Abaixo, deixamos uma imagem para você que nós criamos para exemplificar a importância da Hierarquia de Controle. Perceba que os EPI’s é a última medida a ser tomada, enquanto os EPC’s são a segunda, logo após a eliminação ou substituição do agente de risco. 

 



O Equipamento de Proteção Coletiva - EPC é fundamental! 

 

Assim como os EPI’s e todas as demais Medidas de Controle de Risco, o Equipamento de Proteção Coletiva - EPC é fundamental para a segurança do trabalhador. Mas não apenas por isso: para manter a sua empresa em dia com a legislação! O que traz, inclusive, economia para o seu negócio.

 

Investindo em Segurança do Trabalho, você não só preserva a saúde dos seus colaboradores, como também economiza dinheiro em processos trabalhistas, multas, rotatividade de funcionários, indenizações, e muito mais. 

 

 

 

 

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