NR 37 |.
Conheça mais sobre a NR de Saúde e Segurança em Plataformas de Petróleo
A
quem a NR 37 se aplica?
Essa norma se aplica à todas as empresas contratadas
e/ou contratantes que realizem atividades em plataformas de óleo e/ou gás
oriundos do subsolo, das águas interiores ou do mar, inclusive da plataforma
continental, instalações de apoio e unidades marítimas de manutenção.
Principais
características da NR 37
A Norma Regulamentadora 37 intitulada “Segurança e
Saúde em Plataformas de Petróleo”, estabelece os requisitos mínimos de
segurança, saúde e condições de vivência no trabalho a bordo de plataformas de
petróleo em operação nas Águas Jurisdicionais Brasileiras (AJB).
Plataformas
de petróleo
Considera-se
como plataforma
A instalação ou estrutura de perfuração, produção,
intervenção, armazenamento ou transferência, fixa ou flutuante, destinada às
atividades direta ou indiretamente relacionadas com a pesquisa, exploração,
produção ou armazenamento de óleo e/ou gás oriundos do subsolo, das águas
interiores ou do mar, inclusive da plataforma continental.
Este conceito abrange também as instalações de apoio e
as unidades marítimas de manutenção.
A
NR 37 traz várias obrigações legais advindas de outras normas, como:
Ø Controle
da potabilidade da água para consumo humano (Portaria MS 05/17);
Ø Condições
dos alimentos a serem servidos e manipulados e estruturas físicas do
refeitório (Resolução ANVISA/RDC 216/04);
Ø Manutenção
e limpeza de sistema de ar climatizado (Portaria MS 3.523/98);
Ø Monitoramento
da qualidade do ar interno climatizado (Resolução ANVISA-RE 09/03) e radioproteção.
Além disso, algumas NR’s em vigor, tais como as 4, 5,
7, 9, 10, 12, 13, 23 e 24 também serviram de base para a construção do texto
legal da NR 37 – que traz obrigações tanto para as plataformas em operação
nacionais e estrangeiras como para as desabitadas.
Vigência
da NR 37
Essa NR entra em vigor a partir do dia 21 de
dezembro de 2019, exceto quanto a itens específicos que vigerão em 21
de dezembro de 2020 e outros para 21 de dezembro de 2021.
Assim, as empresas terão até dezembro/19 para se
adaptarem às mudanças.
Segundo a Portaria 1.186/18, as plataformas em
operação ou as que iniciem sua operação até 21.12.2023 estão dispensadas,
no todo ou em parte, do atendimento aos subitens mencionados no art. 3º.
Art. 3º I – as plataformas em operação ou as que
iniciem sua operação em até 5 (cinco) anos após a data de publicação desta
Portaria estão dispensadas, no todo ou em parte, do atendimento aos subitens
mencionados a seguir:
37.14.3.1 “c” - Somente no que tange ao fornecimento
de água quente nas pias.
37.14.3.3 - Apenas em relação à obrigatoriedade de
distribuição das instalações sanitárias nos diferentes pisos oudecksda plataforma.
37.14.6.1 “h” - Exclusivamente no que diz respeito à
área do dormitório por trabalhador, que deve ser de, no mínimo, de 3 m² por
pessoa.
37.22.4.1 - Unicamente para análises de riscos
vigentes na data de publicação desta NR.
II – para os demais itens da NR cuja aplicação gere a
necessidade de modificações estruturais incompatíveis tecnicamente com as áreas
disponíveis ou que possam influenciar na segurança da plataforma, a
concessionária ou operadora da instalação deve apresentar projeto técnico ou
solução alternativa, com justificativa, para apreciação e manifestação da
Superintendência Regional do Trabalho – SRTb.
III – a análise do projeto técnico alternativo,
mencionado no inciso II, deve ser realizada pela SRTb, sendo que sua aprovação
deve ser realizada mediante processo tripartite, com a concordância de todas as
três representações envolvidas.
IV – a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes
– CIPA, em curso ou em processo eleitoral no início da vigência da NR-37,
deve atender ao item 37.10 da NR somente ao final dos seus respectivos
mandatos.
Para
os demais itens da NR cuja aplicação gere a necessidade de modificações
estruturais incompatíveis tecnicamente com as áreas disponíveis ou que possam
influenciar na segurança da plataforma, a concessionária ou operadora da
instalação deve:
Ø Apresentar
projeto técnico;
Ø Ou
solução alternativa
Com a devida justificativa, para apreciação e
manifestação da Superintendência Regional do Trabalho (SRTb).
Obs.:
E assim que iniciar sua vigência em 2019, será revogada a Portaria SIT
183/10, que aprova o Anexo II da NR 30.
No artigo 2º, a Portaria define a criação da Comissão
Nacional Tripartite Temática – CNTT da NR-37 – que tem o objetivo de acompanhar
a implantação da Norma Regulamentadora, conforme estabelece o art. 9º
da Portaria MTE n.º 1.127/03.
Programas
de prevenção segundo NR 37
As empresas que exercem atividades em plataformas de
óleo e/ou gás devem, obrigatoriamente, possuir um SESMT.
O dimensionamento vai variar de acordo com o porte da
empresa e o número de funcionários.
Se o serviço for apenas em terra, o SESMT deve
ser dimensionado de acordo com a NR 4.
Se o serviço for em alto mar, deve haver pelo menos um
técnico de segurança do trabalho para cada grupo de 50 trabalhadores.
As regras para a Comissão Interna de Prevenção de
Acidentes em Plataformas (CIPLAT) são parecidas.
É necessário dimensioná-la por plataforma, de acordo
com as descritas na NR 5 e na NR 37.
A CIPLAT será constituída por representantes indicados
pelo empregador e eleitos pelos trabalhadores.
E a duração do mandato da CIPLAT é de dois anos, sendo
permitida uma reeleição.
PPRA
na NR 37
A operadora da instalação, bem como as empresas
prestadoras de serviços permanentes a bordo devem elaborar os seus respectivos
PPRA, por plataforma, observando as regras específicas da NR 37 e o disposto na
NR-09, nesta ordem.
PCMSO
na NR 37
A operadora da instalação, do mesmo modo que cada uma
das empresas prestadoras de serviços permanentes a bordo devem elaborar os seus
respectivos PCMSO, por plataforma, observando a NR 37 e, complementarmente, o
disposto na NR 07.
E
a capacitação da NR 37? Como será?
A NR 37 estabelece alguns treinamentos
obrigatórios que os operadores das instalações devem implementar:
O
operador da instalação deve implementar programa de capacitação em segurança e
saúde no trabalho em plataforma, compreendendo as seguintes modalidades:
a) orientações gerais por ocasião de cada embarque
(briefing de segurança da plataforma);
b) treinamento antes do primeiro embarque;
c) treinamento eventual;
d) treinamento básico;
e) treinamento avançado;
f) reciclagens dos treinamentos;
g) Diálogo Diário de Segurança – DDS.
Item
37.8.10 da NR 37
E todos os treinamentos, da letra “b” à “f”, devem ter
engenheiro de segurança do trabalho como responsável técnico.
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