A 5ª FASE DO ESOCIAL:
VOCÊ JÁ COMEÇOU A AUDITAR OU APENAS CONTINUA A ENVIAR DADOS?
Em
pleno 2026, a teoria e a prática do eSocial seguem caminhos distintos no
Brasil. De acordo com o cronograma estabelecido pelas Portarias Conjuntas nº
71/2021 e nº 2/2022, todos os empregadores — públicos e privados — deveriam
estar com sua jornada de implantação concluída. Mas, na realidade do dia a dia,
o cenário é bem diferente e, muitas vezes, preocupante.
O
“Efeito Dominó” das Inconsistências
Desde
o início desse processo, alertamos sobre o risco de falhas na esteira de
escrituração. Muitas dessas inconsistências nascem de uma combinação perigosa:
a falta de domínio sobre a aplicabilidade da legislação vigente e a dificuldade
de adaptação às constantes atualizações.
O
eSocial não é um arquivo estático; é um organismo vivo que evolui conforme as
mudanças trabalhistas, previdenciárias e tributárias. O erro de hoje na
declaração de um evento será, inevitavelmente, o passivo de amanhã.
SST:
O fiel da balança
Com
a entrada da 4ª fase — Saúde e Segurança do Trabalhador (SST) — nós
iniciamos uma série de auditorias nos dados já escriturados. O objetivo era
claro: entender se esta última etapa validaria as três fases anteriores ou se
“desbancaria” a lógica de empilhamento de dados prevista no Manual de
Orientação do eSocial (MOS).
O
resultado das auditorias, tanto na esfera pública quanto na privada, revela um
padrão de erro quase idêntico. A causa raiz? Uma falha crítica
de comunicação. Enquanto a gestão não for multidisciplinar, o ciclo de
erros continuará a se repetir.
O
Caso dos Treinamentos (NR 10 e NR 12)
Um
exemplo que ilustra perfeitamente essa desconexão é a informação dos
treinamentos obrigatórios no cadastro de vínculos (evento S-2200). Em 100%
das auditorias que realizamos, o campo referente às NR’s 10 e 12 não foi
preenchido.
Não
se trata apenas de inserir um código (como o 1006 ou 1207) no sistema. Para
garantir a segurança jurídica do CNPJ, a informação deve ser o reflexo de
um Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) efetivo.
A
Solução: o Processo
Para
solucionar essa inconsistência, é necessário implementar um Procedimento
Operacional Padrão (POP). A lógica é simples, mas a execução exige
método:
·
Execução: Realização do treinamento obrigatório (NR
10/12).
·
Gestão: Documentação e validação técnica pela Segurança do
Trabalho.
·
Comunicação: Fluxo direto de informação entre o SESMT
e o RH/DP.
·
Conformidade: Lançamento no layout do eSocial como
anotação obrigatória no registro do empregado.
A
“5ª fase” do eSocial não consta em portaria, mas é a mais importante:
a fase da Auditoria e do Ajuste de Rota. O empilhamento de informações só
é seguro se a base for sólida e os setores falarem a mesma língua.
Sua
organização está apenas enviando eventos ou está, de fato, em conformidade?
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