COMO FALAR DE SEGURANÇA SEM PARECER “CHATO” NA EMPRESA
Como falar de segurança
sem parecer ser o “chato”? Esse é um bom desafio, não é?
Em muitas empresas, ainda
existe a ideia de que o profissional de segurança do trabalho é o “chato do
EPI”, o “fiscal do capacete” ou aquele que só aparece para cobrar. Muitas vezes
tanto o SESMT quando
os líderes acreditam que ser o chato é normal.
Mas a verdade é que falar
de segurança não precisa, e nem deve, ser algo pesado ou cansativo. O segredo
está na forma como a mensagem é transmitida.
Neste artigo, vamos
mostrar como comunicar segurança de forma leve, envolvente e eficaz, sem gerar
resistência na equipe.
1. Entenda por que as
pessoas acham segurança “chata”
Antes de tentar mudar o
discurso, é importante compreender o motivo da resistência. Na maioria das
vezes, o problema não está no conteúdo, mas na abordagem.
Alguns fatores comuns:
Comunicação autoritária
(“use o EPI porque é obrigação”);
Entrar na área do
trabalhador apontando erro em tudo;
Muita certeza sobre o
riscos a que o trabalhador está exposto, e falta de curiosidade em relação ao
relato do trabalhador sobre os riscos e sobre apontamento de desconfortos;
Falta de empatia e de
explicação sobre os riscos reais (“assine essa Ordem de Serviço aqui”);
Treinamentos longos,
teóricos, sem conexão com a realidade e sem a efetiva participação do
trabalhador;
Falta de reconhecimento
para quem faz o certo.
Em resumo: as pessoas se desmotivam quando sentem que a
segurança é apenas mais uma cobrança, e não algo que as protege de verdade.
2. Use uma linguagem
próxima e prática
Uma das chaves para deixar
a segurança mais interessante é falar a língua de quem está em campo.
Compare os dois
exemplos abaixo:
“Se você não usar o
protetor auditivo, acabará ganhando uma advertência.”
“Se você não usar o
protetor, pode perder parte da sua audição, e isso não volta. Bora cuidar disso
juntos?”
Perceba a diferença. O
segundo exemplo conecta com a pessoa, mostra consequência real e transmite
cuidado, não autoridade.
3. Transforme a
segurança em algo visual e dinâmico
O cérebro humano
processa imagens 60 mil vezes mais rápido do que textos. Então, em vez de
longas palestras, aposte em:
Cartazes simples e visuais
(com histórias reais, não só alertas);
Vídeos curtos de boas
práticas no próprio ambiente de trabalho;
Gamificação, criando
desafios entre equipes (“quem mantiver o setor mais seguro ganha um café
especial”);
Reuniões rápidas com
exemplos práticos do dia a dia.
Essas ações tornam o tema
mais leve e memorável, reforçando a cultura de segurança de forma natural.
4. Conte histórias
reais
As pessoas se conectam com
histórias, não com estatísticas.
Compartilhar um caso real,
de forma respeitosa e educativa, pode ter mais impacto do que um relatório de
10 páginas.
Histórias despertam
empatia, emoção e reflexão, e ajudam a fixar a importância da prevenção.
5. Elogie antes de
cobrar
Muitos profissionais de
SST focam tanto em corrigir erros que esquecem de valorizar os acertos. No
entanto, elogiar quem faz certo é uma das formas mais poderosas de reforçar
comportamentos seguros.
Dica prática:
Antes de apontar um
problema, reconheça o esforço da equipe (“vi que vocês estão usando os EPIs
certinho, parabéns! Só precisamos ajustar essa parte aqui”).
Elogie quem faz o certo
(“gostei de ver, hein!? está utilizando todos os EPIs. Além de proteger sua
saúde, ainda está sendo um ótimo exemplo para seus colegas de turma”).
As pessoas não são razão.
São emoção! Elogiar toca a emoção das pessoas.
Quando a equipe percebe
que a segurança gera valorização, o tema deixa de ser chato, e passa a ser
motivo de orgulho.
6. Envolva as
lideranças
O trabalhador segue seu
líder… Quando apenas o técnico de segurança fala sobre prevenção, o assunto
parece “de um setor só”. Mas quando o líder direto reforça a mensagem, o
impacto é muito maior.
O ideal é que os líderes
sejam embaixadores da segurança, falando sobre o tema em reuniões, metas e
reconhecimentos. Isso faz a mensagem circular naturalmente e reduz a percepção
de cobrança.
7. Mostre resultados
concretos
Outro ponto importante é
mostrar como a segurança traz ganhos reais: menos afastamentos, mais
produtividade, mais clima de confiança.
Exemplo: “Depois que adotamos a pausa de 5 minutos antes
das atividades críticas, reduzimos os incidentes em 40%.”
Quando o trabalhador
entende que segurança gera resultado e bem-estar, o tema passa a ter propósito.
Como Falar de Segurança
Sem Parecer “Chato” na Empresa
Conclusão
Falar de segurança não
precisa ser sinônimo de ser “chato”. O segredo está em transformar a
comunicação em algo humano, empático e inspirador.
Como disse o escritor
americano Dale Carnegie:
“A maneira como você fala
com as pessoas determina o quanto elas estarão dispostas a ouvir você.”
Em segurança do trabalho,
isso é ainda mais verdadeiro. Quem comunica com respeito e propósito ajuda a
amadurecer a cultura da empresa toda. Aumente a curiosidade e diminua o
julgamento…
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